Quarta, 27 de Julho de 2005

Tenho um nó na garganta. Imenso. Cego. Bem aperreado. Que me sufoca e asfixia a cada novo passo dado, a cada novo exercício de respiração. Tento, tento, mas não consigo desenleá-lo. Começo-me a interrogar sobre se alguma vez conseguirei fazê-lo. Foi uma laçada brusca, inesperada. Dada com uma fita de celulóide. 35 Mm de largura apenas, alguns meses atrás, quando a última luminosidade da tarde já se esvaía. Antes do Anoitecer.